segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

DBR - do papel à prática

De acordo com o artigo feito por uma equipa da Universidade Aberta (http://www.eurodl.org/?p=archives&year=2009&halfyear=2&article=373) e disponibilizado a propósito da metodologia DBR (Design-based Research) no âmbito da uc de Metodologias de Investigação em Educação, é possível constatar que a DBR não é, ao contrário de abordagens que se estudam, desligada do trabalho já desenvolvido ao nível do Ensino Superior. Senão vejamos:

O projecto em causa, descrito no artigo supra-citado, visava investigar e desenvolver o modelo pedagógico para cursos de 1.º ciclo na Uab, identificando estratégias que promovessem a aprendizagem e o sucesso dos alunos. Duas questões foram colocadas: Que relação existe entre o conceito de competência usado nos e-folios e a definição habitual de trabalho? Quais são as principais características dos e-folios?

Ou seja, o trabalho é iniciado com a colocação de questões-chave, de cariz problemático, às quais é necessário responder, o que aconteceu ao longo dos diferentes debates nesta uc.

Neste sentido, a metodologia seguida no projecto foi a DBR. Assim, o grupo B começou o seu trabalho com a discussão entre os membros com base na análise bibliográfica sobre o conceito de competência e a sua clarificação dentro do contexto pedagógico de ensino à distância da Uab, seguida da elaboração da estrutura de trabalho.

Esta forma de trabalhar, em que se recorre ao trabalho de discussão colectiva, com elaboração de estruturas de trabalho, também foi familiar, nomeadamente quando foi necessário empreender a tarefa de elaborar um guião de entrevista em grupo.

O trabalho prosseguiu com a análise de um universo de e-folios de diferentes áreas cedidos voluntariamente por professores, do qual foi elaborada uma grelha tendo em conta determinados critérios, como tipos de competências, de tarefas; instruções, etc…

Mais uma vez, aquando da fase de trabalho com as entrevistas, foram elaboradas grelhas de análise das mesmas segundo determinados parâmetros, como os indicadores e as unidades de registo.

Completada esta fase, e de modo a cruzar dados, o grupo foi dividido em grupos mais pequenos, encarregados de analisar um conjunto de e-folios que seriam posteriormente analisados por outros grupos, sendo os resultados obtidos discutidos entre todos. Esta teria o efeito de levar o grupo a reavaliar os critérios usados para preencher a grelha de análise e proceder a reajustamentos.

Foi o que fizemos em seguida: após a realização das entrevistas e consequente elaboração das grelhas de análise, estas últimas foram, por sua vez, analisadas por outras pessoas que deram o seu parecer sobre a estrutura apresentada e conteúdo, ou seja, o nosso trabalho foi depois novamente analisado sob o olhar crítico de outra pessoa. Análise feita, empreendemos posteriormente uma reavaliação do trabalho desenvolvido e, pelo que pude verificar no debate sobre esta fase de trabalho, praticamente todos os colegas levaram em conta as sugestões dadas, procedendo ao reajustamento das grelhas anteriormente elaboradas.

Neste sentido, a DBR obriga (no bom sentido, claro) a um trabalho cooperativo com vista à satisfação da necessidade de imparcialidade e rigor na obtenção e trabalho de dados. Pensaríamos nós que a DBR seria apenas mais uma abordagem teórica e já estávamos a trabalhar de acordo com ela….

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Aqui fica mais um bookmark do Delicious:

http://www.edu.plymouth.ac.uk/resined/interviews/inthome.htm#1

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Aqui ficam registados alguns bookmarks no Delicious que me pareceram importantes para o trabalho nesta UC. Tentei adicionar outros, que cheguei inclusivamente a incluir aqui como bibliografia consultada, mas já tinham sido adicionados, pelo que optei por apenas indicar aqui os "inéditos":





http://website.education.wisc.edu/~kdsquire/tenure-files/29-jls-barab-squire-design.pdf


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Investigação Aplicada Sobre o Desenho

A abordagem utilizada na Investigação Aplicada sobre o Desenho que, segundo os seus autores, reúne investigação educativa em moldes empíricos com ambientes baseados em teorias sobre o “design” da aprendizagem, é uma importante metodologia para se compreender como, quando e porquê as inovações educativas funcionam na prática. É inovadora porque propõe-se apresentar uma abordagem com cinco características básicas: pragmática, fundamentada, interactiva, repetitiva e flexível, integradora e contextual. Os defensores desta perspectiva argumentam que a investigação aplicada sobre o desenho traz como inovações ou vantagens o facto de nos poder ajudar a aumentar o nosso conhecimento sobre o desenvolvimento, desempenho e a manutenção de ambientes educativos inovadores. Trata-se de uma metodologia que procura impulsionar práticas através de uma análise constante e repetitiva, sempre baseada na colaboração entre investigadores e utilizadores na prática do mundo real, de modo a chegar a teorias e princípios orientadores mas sobretudo relacionados com a prática e sensíveis a ela:

a systematic but flexible methodology aimed to improve educational practices through iterative analysis, design, development, and implementation, based on collaboration among researchers and practitioners in real-world settings, and leading to contextually-sensitive design principles and theories (p. 6)

A Investigação Aplicada sobre o Desenho traz algumas vantagens em relação a outras abordagens:

· Procura não só compreender, documentar e investigar, mas sobretudo mudar e promover práticas educativas, numa vertente essencialmente prática;
· Tenta ajustar-se à prática, em contextos reais, como forma de esta validar a teoria;
· Promove intensamente a interacção entre intervenientes (investigadores, especialistas, pessoas reais no terreno);
· Sendo mais do que uma abordagem, a Investigação Aplicada sobre o Desenho é um conjunto de abordagens cujo objectivo é produzir novas teorias, artefactos e práticas que produzam um impacto no ensino e na aprendizagem em moldes naturalistas.

Dada a complexidade dos problemas tratados, esta forma de investigação não se atém a metodologias exclusivamente quantitativas ou qualitativas, recorrendo a estas indiferenciadamente, consoante as necessidades da investigação, o que faz dela uma forma de trabalhar bastante flexível.

Design-based research is integrative because researchers need to integrate a variety of research methods and approaches from both qualitative and quantitative research paradigms, depending on the needs of the research.

Trata-se de uma abordagem de cariz experimental e pragmática pois a sua preocupação é resolver problemas reais de um mundo real, numa lógica que não se coaduna com ambientes artificialmente controlados, mas que obedece exclusivamente à preocupação de conduzir a mudanças reais nas práticas educativas, algo que só se consegue por contínuo ajustamento.

Design-based research is conducted in real-world contexts replete with the complexities, dynamics and limitations of authentic practice. The way design-based research is conducted is fundamentally different from laboratory experiments that deal with a single variable, control all other factors and isolate subjects and situation from the real world.

Mas, apesar de ter um cariz experimental, não se confunde com a investigação empírica tradicional:

Como todas as perspectivas, também a Investigação Aplicada no Desenho tem as suas desvantagens ou pontos menos fortes que levam a dificuldades na sua aplicação:

· Alguns autores argumentam que não existem padrões que permitam aferir se um “design” deve ser abandonado ou se é suficientemente promissor para garantir uma futura exploração ou utilização. Além disso, dado ser uma abordagem de natureza repetitiva, consome muito tempo, o que a torna difícil de implementar, dadas as dificuldades no dia-a-dia de uma escola, com tempos delimitados para cada tarefa (algo muito familiar a todos os profissionais de educação).


· Outros críticos argumentam que falta uma forte fundamentação teórica ou que quem trabalha com base neste tipo de teorias parte para a solução de problemas com soluções pré-concebidas, tentando depois adaptá-las às situações.


· Como esta abordagem se baseiam na análise repetitiva de dados, isto leva ao acumular de informação (provinda de entrevistas, gravações, entre outras fontes) cujo tratamento torna o processo moroso e nem sempre proveitoso em termos de contribuições para a educação.


Due to the very iterative nature of DBR, it is likely that things around the research questions were repeatedly interviewed, videotaped, surveyed, and so forth. And the excess data usually result in huge efforts for analyzing, and the outcomes might only have tiny contributions to educational knowledge.


· Passar da análise dos inúmeros dados para a sua generalização nem sempre é uma tarefa fácil dada a natureza desta metodologia, em constante ajustamento, pois dada a complexidade e abundância de dados por vezes é difícil definir o que é relevante em termos de contribuição para o sucesso da abordagem.

Ao revelar-se tão flexível em termos de fundamentação teórica e aplicação prática, a Investigação Aplicada sobre o Desenho pode correr o risco de se dispersar, dado que a teoria por detrás da prática pode variar consoante o problema a resolver. Se por um lado, isto faz dela uma metodologia tão atraente por poder agradar a todos, por outro lado, pode fazê-la perder coerência ou solidez em termos de fundamentação, pois é a situação ou o contexto que dita as regras e não sei até que ponto isto não se traduz em “cada cabeça, sua sentença”;

Ao defender-se a ideia de que a relação entre teoria, actuação planeada e prática é revelada ao investigador ou participante ao longo do processo pode levar à perda da imagem global do trabalho realizado pois, a meu ver, esta relação deve estar clara de início e não ser revelada, numa espécie de processo experimental, onde se espera, com alguma sorte, obter as respostas.

Por outro lado, esta abordagem tem de francamente positivo o facto de encarar as pessoas envolvidas, mesmo os entrevistados, não como peças num processo de obtenção de dados, mas como co-participantes desse mesmo processo, sendo-lhes dado a conhecer o porquê e o para quê da sua contribuição, ao contrário do que acontece com uma abordagem psicológica experimental:


Bibliografia:
http://projects.coe.uga.edu/dbr/explain01.htm
http://www.designbasedresearch.org/reppubs/DBRC2003.pdf
http://edutechwiki.unige.ch/en/Design-based_research
http://website.education.wisc.edu/~kdsquire/tenure-files/29-jls-barab-squire-design.pdf

sábado, 8 de janeiro de 2011

Dificuldades na Realização de Entrevistas

Existe uma ideia pré-concebida (um preconceito?) acerca de como fazer uma entrevista: é só lançar as questões e a(s) pessoa(s) responde(m).

Agora que tive de realizar uma entrevista no âmbito desta disciplina, e apesar de conhecer bem a pessoa em causa e de haver à partida em clima descontraído (o que claramente facilitou a tarefa por eliminar os constrangimentos típicos do desconhecimento mútuo), devo dizer que a preocupação na sua correcta condução não diminuiu.

Primeiro, existe uma tendência para procurar conduzir as respostas no sentido que desejamos. Se possuímos um determinado ponto de vista, quase inconscientemente procuramos orientar a pessoa no sentido de concordar connosco, como que pela necessidade de validação. Isto só não acontece se nos limitarmos a colocar a questão e olharmos pela janela, à espera de que a resposta termine, quase como se não estivéssemos ali.

Segundo, corremos o risco de a entrevista se prolongar indefinidamente se nos envolvermos em demasia na mesma. Com isto quero dizer que como o tema nos agrada, tendemos a entrar em conversa com o entrevistado. Se por um lado, tal parece bom no sentido de até podermos aprofundar as respostas, por outro, se não assumimos o papel de entrevistador e consequente orientador do processo, arriscamo-nos a divagar, fugindo ao cerne da entrevista.

Neste aspecto, Magda Alves é bem clara:
"Deve-se deixar bem claro que o entrevistador deverá, previamente, ser treinado para melhor desempenhar a técnica, sabendo fazer um planejamento dos pontos que deseja trabalhar na entrevista, para que ele não se perca nas trocas de informações." (pág. 66)

Como não dispunha de treino prévio, considero esta entrevista um primeiro ensaio daquilo que pretendo fazer mais tarde.

Terceiro, só quando levamos efectivamente uma entrevista à prática e a realizamos, é que percebemos os seus pontos fracos e fortes. A sensação que tive, até pelas respostas que fui colhendo, é que havia questões que acabavam por se repetir, levando o entrevistado a dar a entender "bom, como eu já disse...". Isto acontece porque planeámos as perguntas tendo em conta um determinado fio condutor ou determinada linha de pensamento, esquecendo-nos que vão ser feitas a outra pessoa, que desconhece essa mesma linha. Um pouco como fazer um teste para os nossos alunos: temos sempre de procurar responder às questões antes de as dar a outrem.

Bibliografia: Alves, Magda, Como Escrever Teses e Monografias, Elsevier Editora, Rio de Janeiro, 2007

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Como Escrever Teses e Monografias



Embora existam muitas referências de trabalho online para quem quer planear e conceber um projecto de investigação, confesso-me uma utilizadora ávida de livros, pelo que efectuei uma pesquisa e descobri este livro de Magda Alves, onde são descritas, passo a passo, e de modo muito objectivo, as etapas na elaboração de teses e monografias.


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Métodos de Recolha de Dados III - A Entrevista

A par dos questionários, as entrevistas são outra forma de recolher dados numa investigação e apresentam algumas diferenças.
Contrariamente ao uso dos inquéritos por questionário, as entrevistas são morosas em termos de tempo, pois como diz Judith Bell (1997):

As entrevistas consomem tempo. Num projecto de 100 horas só poderá, por isso, entrevistar um número relativamente pequeno de pessoas. (pág. 118)

Enquanto os inquéritos por questionário podem estar a ser distribuídos em simultâneo a várias pessoas, podendo assim ser aplicados a um universo de indivíduos significativamente maior, cada entrevista é personalizada e pode demorar mais tempo. Porém, como Bell salienta:

A forma como determinada resposta é dada (o tom de voz, a expressão facial, a hesitação, etc.) pode fornecer informações que uma resposta escrita nunca revelaria. (…) uma resposta numa entrevista pode ser desenvolvida e clarificada. (pág. 118)

Precisamente por ser possível desenvolver e clarificar as respostas, a preocupação com a ambiguidade das questões deixa de se colocar de modo tão imperioso, pois o entrevistador pode sempre, em tempo real, esclarecer o que pretende com determinada pergunta. No entanto, deve evitar a tentação de orientar a resposta ou dar pistas, pois isso comprometeria a fiabilidade da mesma.
Segundo Andrew Hannan (2007), as entrevistas têm como vantagens:

· giving informants the chance to challenge the agenda set by the researcher, raising new issues, asking questions back;
· collecting qualitative data, ie allowing the researcher to probe the meanings interviewees give to their behaviour, ascertaining their motives and intentions;
· giving informants the opportunity to check what is meant by a question;
· allowing for long and complex responses;
· flexibility - making possible changes in the order of questioning, the questions asked and the topics discussed;
· probing - follow-up questioning seeking clarification or further explanation;
· in-depth inquiry.

Claro que existem contrapartidas, tal como o autor salienta:

· standardising procedures - it's all too easy to change the way a question is put from one interview to the next, or for one interviewer to differ from another in the way the same topic is raised, thus making it difficult to know that all the responses have the same stimulus;
· comparability - flexibility brings dangers in that the same topics may not be addressed or may be addressed in a different order thus making comparisons difficult;
· objectivity - the interviewer may lead the respondent, shaping responses through the tone in which questions are asked, non-verbal clues (eg nodding the head) and sighs of affirmation or gasps of incredulity;
· simplicity - the responses may become so complex as to make analysis very difficult if not impossible;
· large numbers - given the time interviews take it is difficult to survey large numbers of respondents;
· anonymity - hiding identities is not possible, in so far as the informant is revealed to the researcher in face-to-face meetings;
· 'facts' - they don't always tell us about what happens (practice), they are better as a means of exploring reasons and interpretations than as a way of finding out what actually takes place.

Independentemente das vantagens e desvantagens de ambas as técnicas, quer os questionários, quer as entrevistas obedecem aos mesmos procedimentos e cuidados na abordagem dos temas, na preparação das questões e posterior tratamento dos dados.

Mas como saber qual o formato de entrevista adequado a determinado tema?

Segundo Peter Woods (2006), a técnica da entrevista é qualitativa, embora possa assumir um carácter formal. Para este autor, a entrevista pode ser estruturada ou livre*, consoante aquilo que se pretende investigar ou saber:

If interviews are going to tap into the depths of reality of the situation and discover subjects' meanings and understandings, it is essential for the researcher:
· to develop empathy with interviewees and win their confidence;
· to be unobtrusive, in order not to impose one's own influence on the interviewee.
The best technique for this is the unstructured interview. Here, the researcher has some general ideas about the topics of the interview, and may have an aide memoire of points that might arise in discussion for use as prompts, if necessary. But the hope is that those points will come up in the natural course of the discussion as the interviewee talks. Care is needed, therefore, to avoid leading questions or suggesting outcomes, and skill is called for in discovering what the interviewee really thinks.

Para Woods, a entrevista livre* aplica-se mais a situações em que o entrevistador pretende conhecer significados, perspectivas ou representações dos indivíduos, consistindo numa entrevista sem uma estrutura rígida ou definida sem, no entanto, se perder “o fio à meada”, pois o risco de se esperar que os tópicos a abordar surjam espontaneamente na conversa descontraída pode levar a um diálogo que foge ao cerne da investigação.
Nesse sentido, Woods acaba por defender que o ideal é a condução de entrevistas semi-estruturadas, pois:

it may be that the researcher begins with a more focused study and wishes to know certain things. In these cases a structured interview might be more appropriate. Here the researcher decides the structure of the interview and sets out with predetermined questions. As with systematic observation, this is less naturalistic. Within the spaces, the same techniques as above might apply, but there is clearly not as much scope for the interviewee to generate the agenda. For this reason, some researchers use semi-structured interviews - interviews which have some pre-set questions, but allow more scope for open-ended answers.
Both kinds of interview might be used in the same research. For example, the initial stage of a project might be exploratory and expansive. But once certain issues have been identified, the researcher might use more focused interviews. They are still grounded in the reality of the situation.

Toda a entrevista deve obedecer a um plano ou guião orientador. Nesse sentido, e de acordo com Alcino Simões (s/d), é importante ter em conta:

1. Descrição do perfil do entrevistado (nível etário, escolaridade, nível socio-cultural, personalidade,...);
2. Selecção da população e da amostra de indivíduos a entrevistar;
3. Definição do propósito da entrevista (tema, objectivos e dimensões);
4. Estabelecimento do meio de comunicação (oral, escrito, telefone, e-mail), do espaço (sala, jardim) e do momento (manhã, duração);
5. Discriminação dos itens ou características para o guião;
5.1. Elaborar perguntas dos itens, de acordo com o definido nos pontos anteriores;
5.2. Considerar as expectativas do entrevistador;
5.3. Considerar as possíveis expectativas dos leitores/ouvintes;
5.4. Formular perguntas abertas (O que pensa de...?) e fechadas (Gosta de...?);
5.5. Evitar influenciar as respostas;
5.6. Apontar alternativas para eventuais fugas à pergunta;
5.7. Estabelecer o número de perguntas e proceder à sua ordenação, dentro de cada dimensão;
5.8. Adequar as perguntas ao entrevistado, seleccionando um vocabulário claro, acessível e rigoroso (sintaxe e semântica);
6. Produção do guião com boa apresentação gráfica;
6.1. Redigir o cabeçalho com identificação (instituição, proponentes, título, data)
6.2. Incluir uma apresentação sucinta da entrevista, incluindo os objectivos.

*(optei pela tradução do vocábulo inglês unstructured por livre, pois pareceu-me que a tradução literal por desorganizada ou desestruturada seria conotada com um sentido negativo, o que estaria em claro desacordo com o apresentado pelo autor)

Bell, Judith, Como Realizar um Projecto de Investigação, Lisboa, Gradiva, 1997

Hannan, Andrew, Interviews in Education Research, Faculty of Education, University of Plymouth, 2007 (http://www.edu.plymouth.ac.uk/resined/interviews/inthome.htm#1)

Simões, Alcino, (1998-200?). Como realizar uma entrevista passo-a-passo. http://www.prof2000.pt/users/folhalcino/ideias/comunica/entrevista.htm

Woods, Peter, Qualitative Research, Faculty of Education, University of Plymouth, 2006
http://www.edu.plymouth.ac.uk/resined/Qualitative%20methods%202/qualrshm.htm#Interviews